A ESCOLA DISPÕE DA AJUDA DE ALGUM PROFISSIONAL QUE POSSA AUXILIÁ-LOS.
A (LDB), Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional em seu artigo 4°, parágrafo III garante atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino. Contudo o que encontramos na maioria das escolas são professores despreparados emocional e profissionalmente para o atendimento a esses alunos e nenhum outro profissional especializado para auxiliá-lo, deixando assim os professores frustrados, pois apesar da vontade de fazer acontecer, eles não sabem por onde começar e acabam mesmo sem querer excluindo esse aluno. Sabemos que nossas escolas são extremamente conteudistas, onde muitos professores preocupam-se apenas em transmitir conhecimentos e esquecem-se do lado humano da educação. Já afirmava Paulo Freire (1996) que “Transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador”. A maior parte dos alunos com Síndrome de Down vai precisar de apoio adicional. Porém, o tipo de apoio que a criança recebe pode ter um enorme impacto na efetivação da inclusão. A seguir, algumas coisas que são esperadas do profissional de apoio: No que diz respeito à criança: Aumentar o acesso ao currículo e ao desenvolvimento doaprendizado.
• Garantir que a criança aprenda novas habilidades.
• Ajudar a desenvolver a independência.
• Ajudar a desenvolver habilidades sociais, amizades e comportamento apropriado para a idade. No que diz respeito ao professor:
• Ajudar a modificar ou adaptar tarefas planejadas pelo professor.
• Dar informações mais detalhadas sobre o desempenho do aluno ao professor.
• Dar oportunidade ao professor de trabalhar individualmente com uma criança com Síndrome de Down ou em grupo enquanto assume o lugar do professor.
Também é muito importante que o professor de apoio seja visto como pertencendo a toda classe, dando ajuda a todas as crianças que necessitarem, e não como propriedade da criança com Síndrome de Down. Desta maneira, outras crianças da classe se beneficiam com o apoio extra. O professor nunca deve abdicar de sua responsabilidade pela criança com Síndrome de Down. O que precisamos hoje para tornar nossas escolas realmente inclusivas é ter um olhar diferenciado para avaliar essa criança e trabalhar com ela, identificando suas habilidades e potencialidades. É preciso mudar a forma de ensinar para mudar a forma de aprender, é preconceito achar que todos aprendem iguais, existem diferentes formas de promover o desenvolvimento da criança.
DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO
Por fim, consideramos importante abordar a questão do preconceito, já que ainda hoje sabemos que com freqüência existe discriminação em relação ao aluno portador de necessidades educativas especiais, seja por parte direção da própria escola ou por parte dos pais das outras crianças consideradas "normais". Em primeiro lugar é importante citar que por lei as escolas devem receber as crianças portadoras de síndrome de Down sem nenhuma restrição. Mas será que todas elas estão prontas para receber um aluno "diferente"? Este ponto é muito delicado. Muitos pais têm colocado seus filhos em escolas que sentem que eles estão sendo bem recebidos, pois este ambiente de receptividade é fundamental para todos, principalmente naquilo que diz respeito à aprendizagem. Outro ponto importante para pais e educadores é a defesa de um ambiente escolar inclusivo, pois só isso levará a uma sociedade inclusiva no futuro. A experiência de conviver com um amiguinho portador da síndrome de Down é riquíssima para qualquer criança ou adolescente. Assim, os "normais" aprendem na prática conceitos como diversidade, solidariedade, ética e respeito, e todos saem ganhando. Aconselhamos que as escolas que favoreçam a inclusão reúnam com freqüência os familiares, expliquem a sua filosofia e favoreçam a inclusão dos próprios pais das crianças portadoras da síndrome de Down, afinal, muitas vezes, eles mesmos sentem-se discriminados pelas outras famílias.
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