. INTERAÇÃO COM A FAMÍLIA DO ALUNO
É indiscutível a importância da participação da família na vida escolar da criança, seja ela portadora de alguma deficiência física e/ou intelectual ou não. Nós professores conseguimos constatar de perto essa realidade, uma vez que percebemos nitidamente a diferença que ocorre na aprendizagem dos alunos que não têm um acompanhamento eficiente dos pais e aqueles que têm.
Ao se tratar da criança com Síndrome de Down, essa participação torna-se mais fundamental, pois a família pode e deve ajudar o professor, que muitas vezes não recebeu a formação necessária para trabalhar com essas crianças e assim juntos conseguir o objetivo principal que é fazer essa criança se desenvolver e inseri-la na sociedade.
Cabe ao professor realizar uma entrevista com a família e com o aluno para conhecer melhor a sua convivência familiar e social, suas dificuldades, potencialidades e quais as expectativas com relação a Escola. Nesse momento deve ser esclarecido sobre a necessidade do comprometimento da família em acompanhar o aluno de forma sistemática em reuniões individuais e coletivas sempre que houver necessidade. Deve ser esclarecida, também, a proposta pedagógica da Escola, desde as regras coletivas até o processo de avaliação. É preciso que a família sinta-se confortável, segura, confiante e realista diante das novas possibilidades que surgem diante da inclusão.
Embora muitos pais vão à escola regularmente, um livro de comunicação casa-escola é o ideal como forma de informar as novidades do dia. Isso tem um valor inestimável, principalmente enquanto a criança ainda não possui uma habilidade de fala e linguagem muito desenvolvida para contar as novidades claramente. Tome cuidado para não transformar o livro só em um portador de más notícias.
Percebemos o quanto é importante a interação professor – família na educação dos alunos especiais. Acreditamos que a participação da família é cada vez mais importante nos rumos da educação. E que quando uma criança chega à escola, já traz consigo, uma gama de conhecimentos e conceitos, adquiridos no seio da família. Para Voivodic (2005, p. 48):
A família se constitui o primeiro grupo social da criança, e é através do relacionamento familiar que a criança viverá a primeira inserção no mundo. É no seio da família que a criança terá suas primeiras experiências, sendo, portanto esta a unidade básica de crescimento do ser humano e sua primeira matriz de aprendizagem.
As famílias de crianças com necessidades educacionais especiais enfrentam, em seu, dia a dia uma infinidade de desafios que precisam ser superados, desde a própria luta interna para superar a frustração inicial, até o enfrentamento dos preconceitos que a sociedade impõe. É preciso que a escola interaja com a família e que a família esteja bem estruturada psicologicamente, para vencê-los.

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