Sejam Bem Vindos!

O Grupo: Síndrome do Desafio agradece a sua visita.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Escola. Lugar que acolhe e educa.



A ESCOLA DISPÕE DA AJUDA DE ALGUM PROFISSIONAL QUE POSSA AUXILIÁ-LOS.


A (LDB), Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional em seu artigo 4°, parágrafo III garante atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino. Contudo o que encontramos na maioria das escolas são
professores despreparados emocional e profissionalmente para o atendimento a esses alunos e nenhum outro profissional especializado para auxiliá-lo, deixando assim os professores frustrados, pois apesar da vontade de fazer acontecer, eles não sabem por onde começar e acabam mesmo sem querer excluindo esse aluno. Sabemos que nossas escolas são extremamente conteudistas, onde muitos professores preocupam-se apenas em transmitir conhecimentos e esquecem-se do lado humano da educação. Já afirmava Paulo Freire (1996) que “Transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador”. A maior parte dos alunos com Síndrome de Down vai precisar de apoio adicional. Porém, o tipo de apoio que a criança recebe pode ter um enorme impacto na efetivação da inclusão. A seguir, algumas coisas que são esperadas do profissional de apoio: No que diz respeito à criança: Aumentar o acesso ao currículo e ao desenvolvimento doaprendizado.
• Garantir que a criança aprenda novas habilidades.
• Ajudar a desenvolver a independência.

• Ajudar a desenvolver habilidades sociais, amizades e comportamento apropriado para a idade.
No que diz respeito ao professor:
• Ajudar a modificar ou adaptar tarefas planejadas pelo professor.
• Dar informações mais detalhadas sobre o desempenho do aluno ao professor.
• Dar oportunidade ao professor de trabalhar individualmente com uma criança com Síndrome de Down ou em grupo enquanto assume o lugar do professor.

Também é muito importante que o professor de apoio seja visto como pertencendo a toda classe, dando ajuda a todas as crianças que necessitarem, e não como propriedade da criança com Síndrome de Down. Desta maneira, outras crianças da classe se beneficiam com o apoio extra. O professor nunca deve abdicar de sua responsabilidade pela criança com Síndrome de Down. O que precisamos hoje para tornar nossas escolas realmente inclusivas é ter um olhar diferenciado para avaliar essa criança e trabalhar com ela, identificando suas habilidades e potencialidades. É preciso mudar a forma de ensinar para mudar a forma de aprender, é preconceito achar que todos aprendem iguais, existem diferentes formas de promover o desenvolvimento da criança.

DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO

Por fim, consideramos importante abordar a questão do preconceito, já que ainda hoje sabemos que com freqüência existe discriminação em relação ao aluno portador de necessidades educativas especiais, seja por parte direção da própria escola ou por parte dos pais das outras crianças consideradas "normais". Em primeiro lugar é importante citar que por lei as escolas devem receber as crianças portadoras de síndrome de Down sem nenhuma restrição. Mas será que todas elas estão prontas para receber um aluno "diferente"? Este ponto é muito delicado. Muitos pais têm colocado seus filhos em escolas que sentem que eles estão sendo bem recebidos, pois este ambiente de receptividade é fundamental para todos, principalmente naquilo que diz respeito à aprendizagem. Outro ponto importante para pais e educadores é a defesa de um ambiente escolar inclusivo, pois só isso levará a uma sociedade inclusiva no futuro. A experiência de conviver com um amiguinho portador da síndrome de Down é riquíssima para qualquer criança ou adolescente. Assim, os "normais" aprendem na prática conceitos como diversidade, solidariedade, ética e respeito, e todos saem ganhando. Aconselhamos que as escolas que favoreçam a inclusão reúnam com freqüência os familiares, expliquem a sua filosofia e favoreçam a inclusão dos próprios pais das crianças portadoras da síndrome de Down, afinal, muitas vezes, eles mesmos sentem-se discriminados pelas outras famílias.

E a família? Qual o seu papel?




. INTERAÇÃO COM A FAMÍLIA DO ALUNO
É indiscutível a importância da participação da família na vida escolar da criança, seja ela portadora de alguma deficiência física e/ou intelectual ou não. Nós professores conseguimos constatar de perto essa realidade, uma vez que percebemos nitidamente a diferença que ocorre na aprendizagem dos alunos que não têm um acompanhamento eficiente dos pais e aqueles que têm.
Ao se tratar da criança com Síndrome de Down, essa participação torna-se mais fundamental, pois a família pode e deve ajudar o professor, que muitas vezes não recebeu a formação necessária para trabalhar com essas crianças e assim juntos conseguir o objetivo principal que é fazer essa criança se desenvolver e inseri-la na sociedade.
 Cabe ao professor realizar uma entrevista com a família e com o aluno para conhecer melhor a sua convivência familiar e social, suas dificuldades, potencialidades e quais as expectativas com relação a Escola. Nesse momento deve ser esclarecido sobre a necessidade do comprometimento da família em acompanhar o aluno de forma sistemática em reuniões individuais e coletivas sempre que houver necessidade. Deve ser esclarecida, também, a proposta pedagógica da Escola, desde as regras coletivas até o processo de avaliação. É preciso que a família sinta-se confortável, segura, confiante e realista diante das novas possibilidades que surgem diante da inclusão.

Embora muitos pais vão à escola regularmente, um livro de comunicação casa-escola é o ideal como forma de informar as novidades do dia. Isso tem um valor inestimável, principalmente enquanto a criança ainda não possui uma habilidade de fala e linguagem muito desenvolvida para contar as novidades claramente. Tome cuidado para não transformar o livro só em um portador de más notícias.
Percebemos o quanto é importante a interação professor – família na educação dos alunos especiais. Acreditamos que a participação da família é cada vez mais importante nos rumos da educação. E que quando uma criança chega à escola, já traz consigo, uma gama de conhecimentos e conceitos, adquiridos no seio da família. Para Voivodic (2005, p. 48):

A família se constitui o primeiro grupo social da criança, e é através do relacionamento familiar que a criança viverá a primeira inserção no mundo. É no seio da família que a criança terá suas primeiras experiências, sendo, portanto esta a unidade básica de crescimento do ser humano e sua primeira matriz de aprendizagem.

As famílias de crianças com necessidades educacionais especiais enfrentam, em seu, dia a dia uma infinidade de desafios que precisam ser superados, desde a própria luta interna para superar a frustração inicial, até o enfrentamento dos preconceitos que a sociedade impõe. É preciso que a escola interaja com a família e que a família esteja bem estruturada psicologicamente, para vencê-los.


Como avaliar?



EXECUÇÃO DE EXERCÍCIO E PROVAS
Ao executar exercícios ou provas com alunos portadores da Síndrome de Down, o professor deve elaborar uma maneira pratica e diferenciada de avaliar esses alunos. Uma forma interessante é permitir que os alunos auto-avaliam-se. Sempre que consideram que dominam um determinado ponto do programa ou assunto, escrevem-no numa folha do "Eu já sei". Depois, o professor dirige-se ao aluno e faz uma avaliação "mais formal". Esta avaliação pode ser efetuada de várias formas: uma conversa, um exercício escrito, a resolução de um problema, etc. Tudo depende do objetivo em questão. Por outro lado, tenta-se sempre que os objetivos anteriores também sejam avaliados de forma a que a avaliação seja um processo contínuo. Quando um determinado aluno pensa que esgotou todos os instrumentos que tem ao seu dispor para estudar um determinado assunto (biblioteca, computador, colegas), e mesmo assim não conseguiu compreender um determinado ponto, recorre ao professor. O aluno escreve então o seu nome, a data e tema em estudo na folha do "Eu preciso de ajuda". Depois, o professor dirige-se ao aluno (ou alunos) com a dificuldade e tenta esclarecê-lo no que os alunos costumam chamar de "aula direta".
O aluno com Down não deve ser avaliado da mesma forma que uma criança normal. Por ele ter dificuldades de reter informações extensas, o professor deve ir fazendo a avaliação processual. Cada avanço que ele apresentar deve ser levado em conta. Exercícios devem ter uma estrutura diferente, letras maiores e contar com gravuras para ilustrar as atividades. O importante não é a velocidade. É saber a direção.
Para realizar uma verdadeira avaliação dos progressos do aluno, assim como de seu nível inicial, nem sempre podemos utilizar os mesmos instrumentos com todas as crianças. Do mesmo modo que não podemos dar a uma criança cega um livro escrito, tampouco podemos avaliar uma criança com Síndrome de Down do mesmo modo que ao resto dos alunos. O uso do exame escrito se limitará àqueles alunos que realmente sabem ler, mas obviamente terá que adaptar-se ao nível de escrita do aluno: estudar-se-á se é melhor aplicar perguntas abertas ou tipo teste, por exemplo:

•  Nas crianças menores, serão avaliadas as aprendizagens conseguidas mediante a manipulação, aplicação ou uso dos conteúdos trabalhados.
•  Serão feitos exames orais, ou serão pedidos trabalhos ou atividades nas qual o aluno demonstre o que conhece.
•  Os alunos com Síndrome de Down têm dificuldades na generalização das aprendizagens, de maneira que não os avaliaremos sempre do mesmo modo nem com os mesmos materiais, já que é possível que tenham aprendido em um determinado contexto, sem capacidade para generalizar para outras situações.
•  Finalmente dizer que é fundamental a avaliação contínua, e não apenas determinar se um aluno sabe ou não sabe pelo que demonstre em um dado momento, tem que ser ao longo de todo o curso.

  TRABALHOS COOPERATIVOS COM OUTROS ALUNOS




O tema inclusão escolar tem sido amplamente discutido por muitos autores que vêem e tentam mostrar à todos os benefícios que este tipo de prática proporciona para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças ao serem inseridas em um ambiente que há pouco tempo atrás nem se imaginava possível, pois a segregação das crianças com necessidades educativas especiais, do convívio social, era uma prática corrente. A inclusão traz consigo a idéia de igualdade de direitos e, principalmente o respeito às diferenças, ao afirmar que independente das necessidades especiais todas as crianças têm o direito de freqüentar uma escola regular e aprender os conceitos trabalhados.
Dessa maneira, é necessário planejar a organização do ambiente e das atividades escolares para promover interações cooperativas entre alunos com e sem necessidades especiais e, assim favorecer a inclusão.
Os autores Monteiro,1997 e Bishop,1999, destacam que alunos que convivem com colegas com necessidades especiais aprendem a resolver problemas de forma cooperativa e apresentam menos comportamentos segregadores ou excludentes, também identificaram a aquisição de valores como respeito e valorização às diferenças e solidariedade, mostrando assim que a inclusão traz benefícios tanto para as crianças com síndrome de Down quanto para as crianças tidas como “normais”.

Pesquisas mostram que as crianças se desenvolvem melhor academicamente quando trabalham num ambiente inclusivo. Não podemos esquecer que com o convívio na mesma sala de aula, essas crianças desenvolvem relações de amizade, através das quais assumem como modelo para a sua aprendizagem e desenvolvimento intelectual e social.
 Cooperando socialmente uns com os outros eles criam oportunidades diárias de se misturar com seus parceiros que com desenvolvimento típico vão proporcionando modelos para comportamento de acordo com a faixa etária e dando um passo chave em direção à inclusão na vida comunitária e na sociedade como um todo.

AVALIAÇÃO DO ALUNO COM SÍNDROME DE DOWN
A avaliação do aluno se dá no todo. Observa-se desde seu equilíbrio estático ao equilíbrio dinâmico e de objetos. É avaliada sua dicção, tátil, térmico, olfativo gustativa, as habilidades e percepções, figura fundo, memória visual, sua coordenação viso motora. O esquema corporal, a orientação espacial e temporal são trabalhadas e avaliadas constantemente. Também sua atitude em relação ao material, às atividades que realiza sozinho. Transmissão de recados, cuidados com a roupa, higiene, noções de dinheiro e conhecimento de recursos na comunidade, supermercado, etc. O aluno com Síndrome de Down chega até uma determinada fase como uma subida lenta e chega a um platô que o que interessa não é buscar o novo, mas conservar o que já aprendeu e não esqueceu.
 Howard Gardner afirma que “os educadores devem conhecer ao máximo cada um de seus alunos e, assim, ensiná-los da maneira que eles melhor poderão aprender”. Esta frase de Gardner traduz como deve ser o processo avaliativo das nossas escolas, não apenas com síndrome de Down, mas com todos, pois se o professor conhece realmente seus alunos, sabe das suas limitações, dificuldades, avanços, etc. podendo assim utilizar diferentes métodos avaliativos, de acordo com a necessidade e o desenvolvimento de cada um, ou seja, uma avaliação diferente da que vemos hoje nas escolas que só servem para classificar, castigar e definir o destino dos alunos de acordo com as normas escolares.

Avaliação do aluno com Síndrome de Down tem que ser mais individualizada que nos outros casos, e a avaliação das aprendizagens têm que ser mais especializada tendo em conta fatores como: a capacidade de aprendizagem, o funcionamento sensorial, o funcionamento motor, o contexto sócio-familiar… Além disso, a criança deve estar sujeita a um maior controle, com o fim de lhe facilitar ao máximo suas aprendizagens e de fazer as modificações e adequações que se considerem oportunas, em cada momento.

Seu objetivo é aperfeiçoar o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno. Não se centra no problema da criança e sim na ajuda que essa necessita para alcançar os objetivos que se propõe. A avaliação é feita para identificar suas necessidades e determinar a ajuda necessária.